Argentina cria programa para dar cidadania a estrangeiros que investirem no país
Luis Caputo, Ministro de Economia da República Argentina, e Diego Santilli, Ministro do Interior da República Argentina. Reprodução/X/@LuisCaputoAR A Argent...
Luis Caputo, Ministro de Economia da República Argentina, e Diego Santilli, Ministro do Interior da República Argentina. Reprodução/X/@LuisCaputoAR A Argentina criou um programa que permite a estrangeiros solicitar a cidadania do país em troca de investimentos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (2), em Paris, pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de Gabinete, Diego Santilli, durante a Argentina Week. O Programa de Cidadania por Investimento da Argentina permitirá que estrangeiros que comprovem ter realizado investimentos considerados relevantes no país solicitem a cidadania argentina. O governo afirma que a iniciativa faz parte de um processo de abertura e integração internacional e das reformas adotadas para atrair investimentos. O programa estará operacional para receber solicitações durante o quarto trimestre de 2026. Agora no g1 Há dois mecanismos previstos para o solicitante principal: contribuição direta e não reembolsável de US$ 350 mil ao Tesouro argentino; compra de um título público de US$ 800 mil, criado especificamente para o programa. Cônjuges e filhos do solicitante principal também poderão pedir a cidadania, desde que comprovem o vínculo familiar e façam os aportes previstos para cada categoria. Cônjuges e filhos entre 18 e 25 anos, solteiros e sem filhos, poderão solicitar a cidadania mediante uma contribuição de US$ 100 mil ao Tesouro Nacional. Para menores de 18 anos, o valor será de US$ 25 mil. Segundo o governo, uma família formada pelo solicitante principal, o cônjuge e dois filhos menores poderá obter a cidadania por um total de US$ 500 mil. Como será a avaliação As solicitações serão avaliadas pela Agência de Programas de Cidadania por Investimento, com participação de diferentes órgãos públicos, entre eles a Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE), a Unidade de Informação Financeira (UIF) e os ministérios da Segurança e do Interior. O processo incluirá a verificação da identidade dos solicitantes, da origem e da legalidade dos recursos, além de análises patrimoniais e financeiras. Também serão avaliados o risco jurisdicional, antecedentes criminais e reputacionais e o histórico migratório dos candidatos. O governo argentino afirmou que o programa seguirá padrões de diligência prévia, transparência financeira e gestão de riscos alinhados às recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Grupo de Ação Financeira (GAFI). Após a análise, a Agência de Programas de Cidadania por Investimento enviará uma recomendação à Direção Nacional de Migrações, que será responsável por aprovar ou rejeitar cada pedido. Segundo as autoridades, o governo argentino é assessorado por empresas internacionais especializadas em migração por investimento para adotar práticas internacionais no programa.